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III Simpósio Internacional de Trauma

Local: São Paulo/SP
Data: 28-29 julho 2017
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Mais informações: 11 2661-6335
Contato: anestesia.cursos.ichc@hc.fm.usp.br


47th World Congress of Surgery 2017

Local: Basel, Suíça
Data: 13-17 agosto 2017
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VIII Congresso Brasileiro de Cirurgia do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares

Local: Porto Alegre/RS
Data: 7-9 setembro 2017
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Curso Advanced Surgical Maneuvers in Trauma (ASMT)

Local: Miami, EUA
Data: 10-12 setembro 2017
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I Congresso Paulista de
Cirurgia do Trauma
da SBAIT-SP

Local: Hotel Sheraton WTC, São Paulo/SP
Data: 05-07 outubro 2017
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O principal objetivo será a valorização da cirurgia do trauma como especialidade. Veja o: vídeo convite.
Contato: secretaria@sbait.org.br



O Que é Trauma?

A palavra "trauma", do ponto de vista semântico, vem do grego trauma (plural: traumatos, traumas), cujo significado é “ferida”. A terminologia trauma em medicina admite vários significados, todos eles ligados a acontecimentos não previstos e indesejáveis que, de forma mais ou menos violenta, atingem indivíduos neles envolvidos, produzindo-lhes alguma forma de lesão ou dano. Uma das definições adotadas se refere ao conjunto das perturbações causadas subitamente por um agente físico, de etiologia, natureza e extensão muito variadas, podendo estar situadas nos diferentes segmentos corpóreos. Independente de sua melhor definição, o fato é que o trauma é uma doença que representa um problema de saúde pública de grande magnitude e transcedência no Brasil, que tem provocado forte impacto na morbidade e na mortalidade da população.

Entre as causas de trauma, incluem-se os acidentes e a violência, que configuram um conjunto de agravos à saúde, que pode ou não levar a óbito, no qual fazem parte as causas ditas acidentais e as intencionais. Esse conjunto de eventos consta na Classificação Internacional de Doenças - CID, sob denominação de causas externas.

No Brasil, um país com mais de 180 milhões de habitantes, uma das mais importantes alterações que vêm ocorrendo no perfil de causas de morte é o crescimento relativo e absoluto da mortalidade por causas externas. No final dos anos 70, acidentes e violência foram responsáveis por cerca de 60 mil óbitos, constituindo-se, então, no quarto grupo mais importante de causas de morte. Na década de 80, o número total de óbitos aumentou em cerca de 20%, porém as causas violentas de óbito elevaram-se em 60%. Em 1988, acidentes e violência foram responsáveis por cerca de 100 mil óbitos no país, passando a constituir o segundo grupo mais importante de causas de morte, sendo superado apenas pelas doenças do aparelho circulatório. Em 2004, as causas externas foram responsáveis por 127.470 óbitos. A concentração dos acidentes e das violências é visivelmente mais clara nas áreas urbanizadas, que acumulam cerca de 75% do total das mortes por causas violentas, com uma correlação direta entre a porcentagem de população urbana nos estados brasileiros e o coeficiente de mortalidade por causas externas por habitante.

A intensificação das desigualdades sociais tem gerado, nas grandes cidades, uma sociedade violenta que vive em meio de uma guerra civil diária. Frente à necessidade de definição, no setor de saúde, de uma política decisiva no sentido da redução da morbimortalidade por acidentes e violências, foi aprovado em 16 de maio de 2001, e publicado, posteriormente, no Diário Oficial da União, uma Portaria visando um conjunto de ações articuladas e sistematizadas a fim de combater esta doença e contribuir para a qualidade de vida da população. Uma das diretrizes prioritárias estabelecidas foi a monitorização da ocorrência de acidentes e violências, mediante a: promoção de auditoria da qualidade de informação dos sistemas; padronização de fichas de atendimento de forma a fornecer o perfil epidemiológico do paciente atendido; criação de um banco de dados visando à união de esforços e à otimização de recursos disponíveis.

Em 5 de novembro de 2002 foi publicado pelo Ministério da Saúde a Portaria GM/MS 2.048, criando o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, considerando a área de urgência e emergência como um importante componente de assistência à saúde. Este regulamento estabeleceu princípios e diretrizes, como: normas e critérios de funcionamento; classificação e cadastramento de serviços; regulação médica; atendimento pré-hospitalar fixo e móvel; atendimento hospitalar, com diferentes classificações das unidades hospitalares, conforme a complexidade; e ainda a criação de núcleos de educação em urgências.

Em 2003, o governo federal, considerando o quadro brasileiro de morbimortalidade relativo a todas urgências, inclusive as relacionadas ao trauma e à violência, instituiu a Política Nacional de Atenção às Urgências, através da Portaria Nº 1.863/GM, em 29 de setembro de 2003. Esta política foi implantada em todas unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas da gestão. Ficou estabelecido que o sistema deve ser organizado de modo que permita, entre outros: fomentar, coordenar e executar projetos estratégicos de atendimento às necessidades coletivas de saúde; e contribuir para o desenvolvimento de processos e métodos de coleta, análise e organização dos resultados das ações e serviços de urgência.

A implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência, SAMU - 192, em municípios e regiões de todo território brasileiro constituiu-se na primeira etapa da Política Nacional de Atenção às Urgências, através da Portaria Nº 1.864/GM, de 29 de setembro de 2003.

Informações das atividades do Sistema Único de Saúde (Ministério da Saúde): DATASUS.